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Londrina - Os investidores dos fundos de renda fixa devem ter cautela e manter o dinheiro onde está. É o conselho de analistas de investimentos ouvidos pela Folha e também da gerência de mercado da Caixa Econômica Federal, em Londrina. Ontem, os bancos atenderam centenas de telefonemas de investidores preocupados com o ajuste anunciado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que acarretou perdas de até 4,67% nos investimentos.
O gerente de mercado da Caixa, Carlos Roberto de Souza, diz que a orientação do banco a todos os gerentes é esclarecer o investidor sobre o que ocorreu, de forma transparente. ‘‘A decisão é do investidor, mas uma vez feito o ajuste, ele passa a ter o papel já adequado à nova realidade e as possibilidades de recuperação dessas perdas de agora para frente são maiores’’, informa. Mesmo que o mercado exija novos deságios, as variações negativas que vierem a ocorrer serão pequenas, na avaliação do gerente. ‘‘Se o investidor resgatar agora, irá realizar o prejuízo’’, alerta.
Os fundos de renda fixa atraem investidores de todos os portes. Segundo Souza, na Caixa há investimentos a partir de R$ 100,00. Mesmo contabilizando o deságio do último dia 31, os rendimentos dos fundos pós-fixados ficaram entre 10% e 14% nos últimos 12 meses (maio de 2001 a maio de 2002).
O economista e analista de mercado Hélio Augusto Lot, da L&B INVESTIMENTOS, também concorda que o momento é de cautela. ‘‘A hora não é interessante para mudar para a poupança. Não recomendo o saque dos fundos de investimentos de renda fixa’’, diz ele. O consultor de investimentos Sérgio Martenetz, de Curitiba, também diz que ‘‘esse é o pior momento para deixar o investimento, porque os ajustes já foram feitos. A composição da carteira influencia, mas como regra geral, a tendência é que os fundos se recuperem mais tarde’’.
O analista Mohamed Talah Junior tem a mesma opinião. ‘‘O investidor deve ficar mais atento e observar outros papéis e bancos’’, aconselha. ‘‘Se o investidor quiser se vingar, espere até o dia 18, quando não vai ter CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e mude para uma outra instituição’’, afirma. (Colaborou Rosana Félix, de Curitiba).
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